Conecte o adaptador, faça o teste de carga e receba o ajuste do Auto Gerador para aquele veículo. Funciona para 12 V (carros e vans) e 24 V (caminhões e ônibus).
“ELM327” é o nome do chip, não do modelo. O que decide é o tipo de rádio:
| ELM327 Bluetooth comum (SPP) | não serve |
| ELM327 Wi-Fi | não serve |
| ELM327 BLE 4.0 (Bluetooth Low Energy) | serve |
| ELM327 USB (de cabo) | serve no PC |
No computador existe um segundo caminho: um ELM327 de cabo USB, que custa entre R$ 40 e R$ 60 e é o mais estável de todos — não pareia, não cai e não tem confusão de versão de Bluetooth. O botão “Conectar por cabo USB” aparece sozinho quando você abre o app num computador. No celular ele não aparece, porque cabo USB só funciona no computador.
Um app que roda no navegador só enxerga BLE. O adaptador de trinta reais quase sempre é o Bluetooth comum: funciona bem em aplicativos de loja, mas é invisível aqui. Procure no anúncio por “BLE” ou “Bluetooth 4.0” — e desconfie se o preço for baixo demais, porque muito anúncio diz 4.0 e entrega o comum.
Como saber sem abrir o pacote: toque em Conectar. Se o nome do adaptador aparecer na lista, ele é BLE e serve. Se a lista vier vazia, ele é Bluetooth comum — o navegador não enxerga esse tipo, e nem chega a tentar ler o carro.
Ainda não conectou.
É ela que decide a tensão e a corrente do ajuste. Modelos diferentes aceitam coisas bem diferentes — escolher errado aqui pode danificar o aparelho.
Os 45 V deste projeto (50 V em 24 V) valem para estações que aceitam até 60 V na entrada solar — é o caso da Bluetti Elite 100 V2, para a qual o Auto Gerador foi dimensionado, e de modelos como AC180, AC70 e AC200L.
Vários modelos aceitam bem menos. As linhas EB3A, EB55 e EB70, por exemplo, aceitam no máximo 28 V. Ligar 45 V na entrada delas é aplicar quase o dobro do permitido — pode danificar a estação.
A corrente também muda: a Elite 100 V2 aceita 20 A, mas AC180 e AC70 aceitam 10 A, e as EB aceitam 8 A. Em 24 V isso importa, porque 900 W exigem 18 A.
Meça a saída antes de conectar. Ligue o Auto Gerador no veículo com a estação desconectada, e confira a tensão de saída com um multímetro de boa qualidade. Só conecte depois de confirmar que está no valor certo e dentro do limite da sua estação. Um trimpot desregulado só se descobre assim — ou queimando o aparelho.
Ligue as cargas uma a uma, acumulando, e anote a tensão a cada passo. Pare quando ela cair de repente (meio volt ou mais) ou ficar abaixo de 12,8 V.
Três testes de autoelétrica que se fazem só com o multímetro. Nenhum é obrigatório, mas cada um pega um problema que o teste de carga sozinho não enxerga — e que atrapalharia o Auto Gerador depois de instalado.
Os consumos de cada carga são valores típicos e podem ser ajustados. O que a ferramenta usa são as tensões que você mediu — elas revelam a capacidade real do alternador daquele veículo.
Este aplicativo responde uma pergunta que ninguém costuma saber responder: quanta energia sobra no seu carro, e o que dá para fazer com ela.
Você conecta o adaptador OBD, liga o motor e faz o teste de carga — o app lê as tensões sozinho e calcula o resto:
Serve para quem vai instalar um Auto Gerador e precisa saber se o alternador aguenta antes de comprar qualquer coisa. Não custa nada e funciona sem internet depois de instalado.
O Auto Gerador nasceu de uma preocupação concreta: a possibilidade de quedas de energia mais longas e mais frequentes a partir de agosto de 2026, com o El Niño e os eventos climáticos extremos que vêm se repetindo em larga escala pelo mundo.
A ideia por trás dele é simples. Quem tem um carro tem, dentro dele, um gerador — parado na garagem, sem uso, esperando. Esse motor pode encher uma bateria, e dessa bateria sai energia para a casa: geladeira, roteador, celulares, ventilador, lâmpadas. Não é para todo mundo, porque nem todo mundo tem carro — mas para quem tem, é uma usina de reserva que já está paga.
Se este projeto ajudar alguém a atravessar uma emergência, já valeu o trabalho.